Marcio S Galli
O propósito e estrutura da página de aterrissagem de psicólogo

Neste artigo, vamos conhecer os elementos principais de uma "página de aterrissagem". Esses elementos podem ser vistos como motivações: por que criar uma página de aterrissagem em primeiro lugar?

Podemos começar nos perguntando por que chamar de página de aterrissagem. Dizemos assim porque alguém aterrissa nela. Quem é essa pessoa? É o usuário, o prospecto/cliente, que veio de outro lugar e foi conduzido para essa página. O assunto já nos leva à ideia de campanha de marketing.

Então você pode imaginar uma profissional, psicóloga, que quer expor seu perfil profissional. Por exemplo, seu objetivo é atender mais pacientes no particular. Vamos visualizar o processo de ponta a ponta.

Imagine que essa profissional está executando uma ação de marketing pago, em outras palavras, fazendo propaganda no Google, de tal forma que o seu conteúdo deverá aparecer para a busca "psicólogo online". Então o usuário perceberá uma propaganda profissional, como na ilustração abaixo:

Este primeiro resultado, que na ilustração acima é um pouco diferente, é o que chamamos de “patrocinado”. É o conteúdo visual da propaganda que está dentro do contexto da campanha de marketing.

Neste caso, considere o conteúdo acima como um exemplo fictício da profissional Lari.

Mas, se voltarmos ao usuário, aquele que fez a busca por “psicóloga online” e que precisa de psicoterapia, e que se interessou, então estamos nos aproximando da página de aterrissagem.

Em outras palavras, ele acessará "o link", caso se interesse, e somente assim irá encontrar a página da Lari, a tal página de aterrissagem.

Vamos agora conversar sobre como esta página de aterrissagem está neste contexto de uma jornada anterior do usuário e, justamente por conta disso, esta página precisa respeitar aquele momento.

Estamos caminhando para o que chamo de "experiência acolhedora no digital".

Na próxima sessão, vamos refletir sobre como a página de aterrissagem é sobre respeitar o usuário, respeitar a jornada anterior, permitir que ele, como cliente, possa entender e decidir.

Na segunda sessão, vamos refletir sobre elementos de lógica que devem existir nessa página e como nada disso é sobre deixar o conteúdo curto, muito menos sobre pedir para o usuário sair da página.

No final, nossa conclusão é que respeitar o momento do cliente é criar as condições para uma condução mais eficaz.

O momento do cliente precisa ser respeitado

Os psicólogos que atuam na área clínica precisam atender pacientes para que possam conduzir suas carreiras. Para resolver isso, muitos se envolvem com processos de comunicação, por exemplo, nas redes sociais.

Eles falam sobre seus projetos, suas causas e estão em sintonia, de uma forma ou outra, com os assuntos do dia a dia, abordando os desafios que as pessoas vivem, oferecendo apoio e acolhendo no ambiente digital.

Nada disso seria um problema, é lógico, pois sabemos que esses profissionais estão ajudando as pessoas. Além disso, de certa forma, também estão se promovendo e, assim, ganhando visibilidade.

Então, surge a ideia: "eu estou ajudando e, ao mesmo tempo, conquisto mais seguidores. Eu aumento minha credibilidade e possíveis clientes entrarão em contato!"

Porém, uma complicação surge com essa ideia "maravilhosa" do contato direto. Então, colocamos lá o nosso contato direto, até para simplificar as coisas.

E muitas vezes pensamos assim: "bom, não vou complicar com uma página cheia de textos confusos para pessoas que não vão ter paciência de ler de qualquer jeito. Vou colocar o meu contato direto!"

Pensamos assim, e pronto.

Porém, essa ideia do contato direto, como colocar o "link" para o WhatsApp ou o telefone, eventualmente nos leva a um desgaste e frustração. Dentre as várias razões possíveis que explicam esse fenômeno, uma é simples:

Começa com a ideia que diz: "todos nós sabemos ser clientes", ou seja, todos nós somos compradores e conhecemos o que é a pressão do vendedor.

A questão tem menos a ver com o outro lado, se ele é ou não um vendedor. Não importa que do outro lado tenhamos uma psicóloga. O que importa é que, do lado do usuário, temos uma pessoa que sabe ser comprador, em primeiro lugar.

E que, por conta disso, não aceita essa tentativa de encurtar o seu momento como cliente. Ou seja, ele ou ela, como usuário, não quer uma interferência em um processo que ainda é de busca.

Ou seja, o usuário, o prospecto, ainda está pesquisando. Pesquisando ou sondando, chame como quiser.

Concluindo esta sessão, temos que reconhecer que, nesse estágio anterior, ele ou ela quer confirmar, saber mais. Espera uma narrativa pré-escrita, que não seja improvisada.

Quer avançar seguindo uma estrutura coerente e lógica, para poder analisar antes de avançar para o contato.

A página de aterrissagem se encaixa nesse processo, que envolve respeitar o momento do cliente, o momento do comprador.

E isso tudo está muito vinculado a um ato que é conhecido como "busca ativa do prospecto cliente".

A página de aterrissagem como uma comunicação transacional

Na situação considerada, dado que o prospecto cliente está em busca ativa, temos que excluir a possibilidade de essa experiência comunicativa ser uma página genérica. Isso porque, logicamente, um usuário que faz a busca ativa é uma pessoa que procura uma solução para um problema específico.

No entanto, temos que reconhecer uma complicação: quando profissionais não reconhecem que precisam se adaptar a cenários específicos de busca. Diante dessa complicação, eles podem simplificar demais, de várias formas, como dizendo "já tenho site". Nesses sites, muitos deles colocam muitas informações, para vários públicos.

Temos então que reconhecer que campanhas de marketing são criadas a partir de audiências específicas, com dores específicas. Dessa forma, se as campanhas enviam usuários para esses sites genéricos, elas deixam de ser eficientes, o que acarreta grande frustração para a profissional psicóloga.

Se, por outro lado, a página de aterrissagem cumpre o papel de oferecer uma comunicação lógica e coerente, que conduz o prospecto usuário diante de sua necessidade, o que temos é uma condução assertiva que leva a resultados completamente diferentes. Resultados que fazem sentido dentro de uma estratégia de marketing, pois agora todo o processo está claro e torna-se objetivo.

Nesse sentido, a página deve contemplar elementos como:

  • Informações do tipo "bio" da profissional: é uma apresentação breve, que normalmente envolve explicar por que a profissional está atuando. De certa forma, essa sessão tem uma relação com a missão e os valores das empresas

  • Informações sobre a proposta de valor, ou seja, o que esse profissional oferece para aquela pessoa

  • Informações que explicam o porquê do processo, o porquê de contratar a profissional. Normalmente, essa sessão fala da situação das pessoas, das condições ou apresenta razões para a pessoa se envolver. O que vai mudar?

  • Informações sobre a abordagem. O prospecto cliente quer saber um pouco sobre qual caminho está ou estará sendo seguido. Isso permite que ele perceba, por uma ótica filosófica, se há compatibilidade. Muitas abordagens já são conhecidas no ambiente social. Então, nesse momento, o prospecto cliente irá entender se está caminhando no rumo de uma filosofia compatível com seus valores, sim ou não

  • Informações que passam uma ideia sobre a credibilidade da profissional. Existem várias formas de fazer isso. Em alguns casos, depende da abordagem: profissionais colocam depoimentos. Em outros casos, histórias ou apresentação de fatos que ajudam o usuário prospecto a entender que aquele profissional pode oferecer aquilo porque tem uma bagagem

  • Informações que ajudam o prospecto cliente a entender mais sobre o ambiente, sobre as condições para a qualidade da terapia. Por exemplo, alguns profissionais falam sobre a sala, outros falam sobre as condições mínimas de segurança para o atendimento on-line. Existem várias formas de abordar isso. Não é sobre o espaço necessariamente, é realmente sobre as condições de qualidade que criam um ambiente seguro e acolhedor

Quando a página de aterrissagem traz esses elementos, independentemente dos arranjos feitos e das preferências de cada profissional, a experiência escrita funciona mais ou menos como um contrato ou como um folder.

O prospecto cliente percebe que essa experiência comunicativa está lá, que ela é real e que não é algo improvisado. Em outras palavras, esse usuário também percebe isso como respeito, e que aquela profissional fez tudo aquilo porque está interessada em ajudar.

Então, aqui percebemos que a atenção que o usuário está dando à profissional, a cada momento, significa uma aproximação. Isso é criar uma condução assertiva para o momento do contato.

Vídeos

Visão geral de Marcio S Galli sobre a experiência holística, de ponta a ponta, da busca até a página e como a experiência do usuário da página faz grande diferença:

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Notas sobre este artigo e o material Marketing Digital Consciente para Psicólogos

Olá! Meu nome é Marcio dos Santos Galli e eu sou o diretor da plataforma Weplex Comunicação, de Ribeirão Preto/SP.

Eu trabalho ativamente na construção de um material intitulado Marketing Digital Consciente para Psicólogos desde 2025.

Na plataforma Weplex, atuamos com essa causa. Acreditamos que todo profissional não deve abrir mão dos seus valores. Para nós, o foco é um marketing objetivo que, de fato, respeita o profissional em primeiro lugar e, a partir disso, o usuário.

Se você quer saber mais sobre a plataforma Weplex, sobre a experiência do usuário e sobre os serviços de assessoria e mentoria que fazemos, por favor, entre em contato no botão abaixo.

Caso você tenha interesse no livro, no material inicial ou mesmo tenha contribuições sobre questões críticas desse processo de comunicação, também não deixe de entrar em contato comigo.